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Quase o dobro de clínicas de GP adota bulk billing após mudanças no Medicare

Mais de mil clínicas migram para faturamento integral, elevando a proporção de bulk billing para 40,2% até o fim de 2025; custos fora do bulk billing sobem 13,5%

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
In November the Albanese government implemented an additional 12.5% payment on Medicare benefits for practices that bulk bill all eligible patients for all eligible services.
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  • Pesquisa do guia de saúde online Cleanbill aponta que 1.007 das 6.877 clínicas ligadas ao estudo migraram de cobrança privada ou mista para cobrança integral (bulk billing) desde o início de 2025.
  • A proporção de clínicas que fazem bulk billing caiu ou se manteve baixa até 2024, mas quase dobrou para 40,2% até o fim de 2025, ante 20,7% no ano anterior.
  • O governo federal implementou um pagamento adicional de 12,5% nas beneficiárias do Medicare para consultórios que façam bulk billing de todos os pacientes elegíveis em todos os serviços elegíveis.
  • Disparidades regionais: ACT tem 96% de clínicas recebendo novos pacientes, mas cerca de 12 das 101 sondadas fazem bulk billing; WA tem 19,8% de clínicas bulk billing; NSW tem 51,9% e Victoria 43,6%.
  • Custo médio de uma consulta geral acima de R$ 100 em ACT e Tasmaní­a, com gasto médio direto aos pacientes de R$ 58 em ACT e R$ 61 em Tasmaní­a, refletindo maior cobrança fora do bulk billing.

O número de clínicas de clínica geral que adotaram o modelo de cobrança integral por bulk billing aumentou no início de 2025, após mudanças de incentivos do governo federal. Levantamento realizado pela diretório de saúde online Cleanbill aponta que, até o fim de 2025, a participação de clínicas com cobrança total atingiu 40,2%, ante 20,7% no ano anterior. Mais de 1.000 consultórios migraram de cobrança privada ou mista para bulk billing completo desde o começo de 2025.

Entre 1º de novembro e meados de dezembro de 2025, a Cleanbill contatou 6.877 clínicas e identificou 1.007 mudanças para o modelo de cobrança total. A pesquisa abrangeu todas as regiões do país, com variações relevantes entre unidades federativas. O governo federal oferece pagamento adicional de 12,5% em benefícios do Medicare para práticas que atendem todas as necessidades de todos os pacientes elegíveis. Antes, esse incentivo cobria principalmente crianças, portadores de cartão de concessão e, em menor medida, outras situações.

Variações regionais

Na ACT, cerca de 96% das clínicas estavam aceitando novos pacientes, mas apenas 12% dessas responderam estar em plena cobrança bulk. Em WA, 95% informaram estar recebendo novos pacientes, porém 19,8% das clínicas contatadas declararam praticar bulk billing total. Em NSW, 51,9% dos 2.342 consultórios contatados já praticavam bulk, contra 43,6% dos 1.793 estabelecidos em VIC.

Os dados indicam aumento de 13,5% no custo pago pelo paciente para serviços que não são cobertos integralmente pela cobrança bulk. Em ACT e TAS, o valor médio de uma consulta geral passou de 100 dólares, elevando o desembolso para aproximadamente 58 e 61 dólares, respectivamente.

Implicações e leituras

O ministro da Saúde, Mark Butler, contestou a precisão de parte dos números apresentados pela Cleanbill, argumentando que a metodologia não é plenamente confiável. Em resposta, o governo destacou que dados oficiais mostram mais de 3.200 práticas totalmente bulk billing desde novembro, incluindo cerca de 1.200 que migraram de modelos mistos.

Analistas do Grattan Institute ressaltaram que, embora o recuo do bulk billing seja mensurável, as mudanças não resolvem questões estruturais do atendimento de primeira linha. Segundo eles, o acesso varia conforme a localização, com parte da população mais vulnerável ficando de fora. Defendem um modelo de financiamento que priorize necessidade, complexidade e áreas remotas.

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