- A HM Revenue and Customs avaliou o risco de causar dano como “tolerável” ao suspender pagamentos do benefício infantil sem avisar os pais, como parte de uma ofensiva contra fraudes.
- documentações internas indicam que dados do Home Office eram incompletos, levando à suspensão de quase 24 mil contas entre julho e outubro.
- até 30 de novembro, quase 15 mil dessas famílias foram consideradas beneficiárias legítimas; 1.019 casos (4,3%) tiveram reivindicações incorretas.
- evidências mostraram falhas significativas nos dados de viagens, com o piloto indicando erro em cerca de 46% dos casos; muitos alegados emigrantes eram ainda residentes no Reino Unido.
- a instituição afirma ter adotado checagens adicionais e oferecer aos clientes a chance de comprovar residência antes de suspender pagamentos, para reduzir erros e fraudes.
Três parágrafos iniciais de texto: a notícia detalha que a HMRC avaliou como “tolerável” o risco de dano ao retirar benefícios de crianças, sem consultar previamente as famílias, dentro de uma ofensiva anti-fraude. Documentos internos indicam que a avaliação considerou apenas uma chance remote de prejuízo, mesmo diante de dados incompletos do Home Office sobre viagens. A revelação ocorre dias após informações sobre a porcentagem de famílias ainda morando no Reino Unido entre aquelas com benefícios suspensos.
A crise teve início entre julho e outubro, quando quase 24 mil contas de benefício infantil foram suspensas. Em muitos casos, as famílias foram avisadas por cartas referindo viagens ao exterior, com datas que poderiam remontar a três anos, sem registro de retorno no Home Office. Ao fim de novembro, cerca de 15 mil famílias haviam sido reclassificadas como beneficiárias legítimas, e apenas 1.019 casos foram identificados como incorretos, alimentando críticas ao uso de dados incompletos.
Mudança de tema: falhas de dados e impactos
Documentos obtidos por meio de leis de transparência mostram que o HMRC reconheceu o risco de que dados do Home Office apontassem emigrar indevidamente famílias, porém avaliou esse risco como remoto e tolerável. Dados de um esquema piloto indicaram que 46% das informações de viagens eram incorretas, e mais de um terço dos investigados por fraude no piloto acabaram sendo beneficiários legítimos.
Falha no processo de verificação
No lançamento mais amplo, verificações contra registros de PAYE foram removidas para tornar o processo mais ágil, o que contribuiu para erros generalizados que deixaram famílias sem renda. Em casos específicos, uma mulher teve benefício suspenso enquanto buscava retornar ao país após a morte do marido, e outra viajante de Devon foi a Dublin para o funeral de uma irmã sem registro de retorno. As autoridades consideraram que a gravidade do dano seria mínima, mesmo diante do estresse e da perda de pagamentos relatados.
Desdobramentos e respostas oficiais
Os problemas com os dados do Home Office foram investigados por veículos de imprensa, com relatos de casos em que viagens não registradas levaram à suspensão indevida de benefícios. Em resposta, o HMRC informou que passou a cruzar dados e a oferecer aos clientes a oportunidade de confirmar a residência no país antes de suspender qualquer pagamento, com um prazo mínimo para apresentação de evidências. A agência acrescentou que utiliza dados de viagens internacionais apenas como indício de possível ineligibilidade.
O que mudou na prática
Segundo o HMRC, as novas regras permitem checagens próprias e abrem inquéritos conforme necessário, evitando suspensões automáticas sem verificação. A entidade também destacou a importância de não exigir confirmação constante de elegibilidade de todos os beneficiários, reduzindo o risco de erro sem prejudicar a fiscalização de fraudes. O objetivo é melhorar a precisão e proteger famílias contra suspensões injustificadas.
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