- A eleição de 8 de fevereiro pode trazer nova fase de turbulência na política tailandesa, com confronto entre o Partido do Povo, o conservador Bhumjaithai e o Pheu Thai.
- O Partido do Povo tinha 34,2% das intenções de voto na pesquisa de 6 a 9 de janeiro, o Bhumjaithai tinha 16,2% e o Pheu Thai, 16,0%.
- Natthaphong Ruengpanyawut, líder do Partido do Povo, era a principal escolha para primeiro-ministro, com 32% entre os pesquisados.
- Em outra pesquisa do Instituto Nacional de Administração (NIDA), Natthaphong aparecia com 24,7% de apoio, seguido por Anutin com 20,8% e Yodchanan com 9,6%.
- O Pheu Thai ficou em 15,4% na sondagem da NIDA, sinalizando queda de popularidade após o colapso do governo em setembro.
O pleito geral na Tailândia, marcado para 8 de fevereiro, segue acirrando as apostas sobre o futuro governo. A frente liberal liderada pelo Partido do Povo aparece como favorita em pesquisas, diante de blocos conservadores e da antiga aliança dominante.
O Partido do Povo recebeu 34,2% dos votos na sondagem de 6 a 9 de janeiro, segundo Suan Dusit. Bhumjaithai ficou em segundo, com 16,2%, e Pheu Thai, 16,0%.
Na corrida pela liderança do executivo, Natthaphong Ruengpanyawut, presidente do Partido do Povo, foi citado como opção principal por 32% dos entrevistados entre 2.682 pessoas. Yodchanan Wongsawat apareceu em seguida, com 17,4%, e Anutin Chan-ocha, com 15,1%.
Em outra pesquisa divulgada neste fim de semana, o National Institute for Development Administration (NIDA) apontou Natthaphong como favorito para ser premier, com 24,7% dos respondentes. Anutin registrou 20,8% e Yodchanan ficou com 9,6%.
Segundo a NIDA, o Partido do Povo mantém vantagem semelhante à observada na sondagem anterior, com popularidade entre jovens e moradores urbanos, impulsionando propostas de reformas. Move Forward, predecessor do Partido do Povo, foi dissolvido pela Justiça após o pleito de 2023.
O cenário político também reflete a instabilidade recente: três primeiros-ministros em menos de três anos, e a própria dissolução do Move Forward após tensões com o establishment. A eleição de fevereiro promete acirrar negociações entre as forças em jogo.
O premiê atual, Anutin Charn-o-cha, líder do Bhumjaithai, convocou eleições antecipadas em dezembro, citando risco de moções de desconfiança e a fragilidade de sua maioria parlamentar. O país vivencia ainda um pano de fundo de desentendimentos regionais.
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