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Conta do Home Office no TikTok acusada de transformar brutalidade em clickbait

Conta do Ministério do Interior no TikTok divulga deportações com música dramática, criticada por transformar brutalidade em clickbait e aumentar a ansiedade

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
A screengrab from the account’s first post. Asylum charities have warned that political communication of this style risks fuelling violence towards migrants.
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  • Conta do Home Office no TikTok, @SecureBordersUK, divulga vídeos de deportações e prisões com música dramática, usando o slogan “Restoring order and control to our borders”.
  • O primeiro vídeo, de vinte segundos, mostra pessoas algemadas sendo encaminhadas a aviões e operações de fiscalização de trabalhadores ilegais, encerrando com “And it’s just getting started.”.
  • Críticos dizem que isso transforma brutalidade em conteúdo de clickbait; o governo afirma que a iniciativa busca combater desinformação e desencorajar travessias perigosas.
  • Dados oficiais mostram recorde de visitas a negócios para fiscalização de trabalho ilegal em 2025 (12.791 visitas, +57%); prisões por irregularidades também atingiram nível recorde (8.971, +59%); 1.087 pessoas foram removidas do país.
  • Reações políticas: a chefe da pasta afirmou que não há espaço para trabalho ilegal; a oposição criticou a iniciativa como jogada revolucionária; especialistas dizem que vídeos não mudam padrões de migração.

A conta do Home Office no TikTok, criada nesta semana, divulga imagens de deportações e prisões com trilha musical dramática. O perfil, chamado SecureBordersUK, traz o slogan Restoring order and control to our borders.

O vídeo inicial dura 20 segundos e mostra pessoas algemadas sendo conduzidas a aviões, além de ações de fiscalização para prender trabalhadores ilegais. Ao final, surge uma mensagem de que o movimento está apenas começando.

Autoridades e organizações respondem de modo ambivalente. Sile Reynolds, da Freedom From Torture, critica o uso de cenas de fiscalização para fins de apelo político, apontando que isso desperta ansiedade e medo.

Imran Hussain, do Refugee Council, ressalta que a maioria dos refugiados no continente não chega ao Reino Unido e que quem vem costuma ter laços no país. Segundo ele, vídeos no TikTok não alteram esse quadro.

O Home Office afirma que a conta busca combater desinformação online e desencorajar a travessia perigosa pelo Canal da Mancha. Dados oficiais indicam recordes de prisões e inspeções por ilegalidade desde 2019.

Em 2025, foram realizadas 12.791 visitas a negócios para averiguação de trabalho irregular, alta de 57% em relação a 2024. As detenções somaram 8.971, aumento de 59%.

Até o momento, 1.087 pessoas foram removidas do Reino Unido após essas ações. O governo diz que não há espaço para trabalho ilegal nas comunidades.

Shabana Mahmood, chefe de gabinete, afirma que a atividade de fiscalização atingiu nível recorde e busca dispersar a economia informal de migrantes ilegais. O anúncio coincide com críticas de oposicionistas.

O vice-líder da oposição, Chris Philp, classifica a iniciativa como manobra pouco eficaz, sugerindo que vídeos no TikTok não impedem a entrada de imigrantes ilegais. A discussão envolve políticas de imigração e comunicação pública.

Dados oficiais e críticas

As autoridades defendem que a comunicação digital faz parte de estratégias para enfrentar o crime relacionado a trabalho irregular. Entidades de defesa de migrantes alertam para o risco de entrarmos numa retórica de hostilidade.

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