- A NAACP afirmou que as declarações de Donald Trump sobre “discriminação reversa” são enganosas e buscam frear avanços sociais.
- A organização classifica o comentário como forma de abrir caminho para reverter progressos em direitos civis.
- Trump disse, em entrevista ao New York Times, que proteções dos direitos civis beneficiaram brancos, citaram-se exemplos como acesso a universidades.
- A NAACP, representada pelo presidente Derrick Johnson, disse que não há evidência de que o movimento dos direitos civis tenha prejudicado brancos.
- O texto menciona críticas anteriores a Trump por políticas de imigração, iniciativas de diversidade, congelamento de financiamentos a universidades e ataques a instituições culturais.
Na ACP, o maior grupo de direitos civis dos EUA, afirmou nesta terça-feira que o presidente Donald Trump está sendo evasivo em relação à história ao mencionar discriminação inversa e ao dizer que as proteções dos direitos civis prejudicaram pessoas brancas. A entidade disse que a evasão serve para abrir caminho à redução de avanços sociais.
O grupo destacou que não há evidências de que o movimento dos direitos civis prejudicou brancos e que, segundo a NAACP, a afirmação é uma técnica para justificar políticas que favoreceriam o setor mais rico. A declaração foi feita em resposta a uma entrevista publicada pelo New York Times na semana passada.
Segundo a entrevista citada, Trump afirmou que as proteções iniciadas na década de 1960 com a Lei dos Direitos Civis deixaram pessoas brancas em desvantagem, especialmente no acesso a universidades e empregos. O ex-presidente sustentou que houve impactos negativos mesmo reconhecendo avanços.
Ainda de acordo com a NAACP, as declarações visam criar bases para políticas que, segundo o grupo, desorientam a compreensão histórica e ampliam a distância entre comunidades. O presidente Derrick Johnson afirmou que não há indícios de que o movimento pelos direitos civis tenha causado dano à população branca.
Derrick Johnson ressaltou que Trump costuma criar realidades falsas para justificar medidas que, conforme acusa o grupo, beneficiariam os mais ricos ao privatizar serviços públicos e retirar recursos de comunidades carentes. A denúncia se soma a críticas anteriores sobre as posições do governo em temas como imigração, diversidade institucional e financiamento universitário.
Trump tem enfrentado críticas de organizações de defesa de direitos por ações associadas ao endurecimento de políticas de imigração, ao questionar iniciativas de diversidade e a medidas de corte de recursos a instituições culturais. O debate sobre o tema de discriminação e história pública permanece central na agenda de aliados e opositores do presidente.
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