- Donald Trump visitou a planta da Ford em River Rouge, em Dearborn, Michigan, na terça-feira, antes de discursar no Detroit Economic Club.
- Segundo a TMZ, ele reagiu a xingamentos do público — incluindo o rótulo de “protetor de pedófilos” — com um gesto rude de dedo no meio.
- A Casa Branca afirmou que Trump deu uma resposta “apropriada e inequívoca” a quem gritava expletivos durante o passeio.
- A Ford disse que se orgulha de seus funcionários, mas que não tolera palavras inadequadas e mencionou ter um processo para lidar com essas situações.
- O momento ocorre em meio a pressão sobre o governo para divulgar os chamados arquivos Epstein; o Departamento de Justiça tem liberado menos de 1% dos documentos, com críticas sobre o que ainda não foi divulgado.
Donald Trump visitou a fábrica da Ford em River Rouge, Dearborn, Michigan, na tarde de terça-feira, iniciando com uma passagem pelo complexo industrial e finalizando com um discurso no Detroit Economic Club. O momento central ocorreu quando o presidente recebeu xingamentos de torcedores no piso da linha de produção e respondeu de forma contundente diante das câmeras.
Segundo a TMZ, um áudio de cerca de 15 segundos mostra o momento em que Trump parece responder a gritos com um gesto orquestrado na direção de um torcedor que proferia ofensas. A filmagem registrou o gesto do presidente, ainda sem confirmação oficial sobre o conteúdo exato das palavras proferidas.
A assessoria de imprensa da Casa Branca não confirmou o gesto, limitando-se a afirmar que Trump deu uma resposta adequada a uma situação de descontrole verbal fora de contexto. Um porta-voz afirmou que o episódio ocorreu durante a visita à planta da Ford.
A Ford também comentou o episódio, destacando que se orgulha da atuação dos seus empregados e que não aprova conteúdos inadequados dentro das instalações. A empresa disse possuir um protocolo para lidar com situações assim, sem comentar sobre questões de pessoal.
O episódio ocorre em meio a pressões políticas envolvendo a divulgação dos arquivos de Epstein, documentos que devem detalhar relações do financiador ligado a acusações de tráfico sexual. O Departamento de Justiça já liberou menos de 1% dos arquivos, segundo registros judiciais.
Dois representantes do Congresso, Ro Khanna e Thomas Massie, têm pressionado para a liberação total dos documentos. A procuradora-geral Pam Bondi, que supervisiona o processo, justificou o atraso pela necessidade de proteger identidades das vítimas.
Trump já teve ligações conhecidas com Epstein e, no passado, resistiu à liberação plena dos arquivos, chegando a classificá-los como alegação infundada. A administração tem reiterado que a divulgação total pode prejudicar investigações em curso.
A visita à Ford precedeu o discurso de Trump em Detroit, marcado por ataques genéricos à imprensa e a críticos, segundo apurou a imprensa. A origem do episódio de terça permanece sob apuração de assessorias e veículos de notícias.
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