- O presidente Donald Trump criticou Jamie Dimon, dizendo que o executivo errou ao sugerir que Trump estaria minando a independência do Federal Reserve.
- Dimon defendeu a independência do Fed, enquanto Trump afirmou que prefere taxas de juros mais baixas.
- Powell enfrenta investigação criminal do Departamento de Justiça por alegados uso indevido de recursos públicos ligados à reforma do prédio do banco central; o banco nega irregularidades.
- Trump disse que anunciará nos próximos semanas um substituto para Powell, que nomeou em 2018.
- Outros líderes do mercado reforçam a importância da independência do banco central para não colocar em risco o mercado de títulos e as expectativas de inflação.
- Powell escreveu aos senadores, em julho, detalhes sobre a reforma de $2.5bn, o que, segundo a imprensa, complica as acusações de que ele teria enganado o Congresso sobre o tamanho das obras.
Donald Trump criticou o chefe do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, afirmando que ele está errado ao sugerir que o governo pretende derrubar a independência do Federal Reserve. A defesa ocorreu na esteira de ataques do Executivo à instituição e ao seu presidente, Jerome Powell.
Dimon havia indicado que não se deve diminuir a independência do Fed. Trump rebateu, sustentando que as taxas de juros deveriam cair e sugerindo que Dimon prefere taxas mais altas. O desentendimento ocorre em meio a debates sobre política monetária.
A crise política envolve acusações de interferência do governo na condução da política monetária. Powell é alvo de uma investigação criminal aberta pelo Departamento de Justiça sobre supostos gastos com a renovação da sede do Fed em Washington.
Além disso, lideranças do setor financeiro expressaram apoio à independência do Fed. Robin Vince, CEO da Bank of New York Mellon, alertou que ameaçar a autonomia pode ter consequências para o mercado de títulos e para as taxas de juros.
Trump afirmou que continuará com planos de anunciar um substituto para Powell nas próximas semanas, durante uma visita a uma fábrica em Michigan. Powell, nomeado em 2018, tem sido alvo de ataques desde o início da gestão do presidente.
No front de apoio público à independência do Fed, Dimon contou que nutre enorme respeito por Powell e que a independência é amplamente reconhecida. Fontes nos mercados destacaram que qualquer retaliação pode elevar as expectativas de inflação e possivelmente as taxas no médio prazo.
A imprensa acompanhou ainda declarações de que a independência de bancos centrais ao redor do mundo tem sido um pilar estável por décadas. Analistas destacam que mudanças abruptas de política podem abalar a confiança no sistema financeiro.
Informações de bastidores indicam que Powell enviou cartas a senadores no ano passado com detalhes sobre a renovação de 2,5 bilhões de dólares da sede do Fed, o que, segundo a imprensa, pode complicar a narrativa de Trump sobre o tema.
A divulgação de documentos reforça o debate sobre transparência e responsabilização na condução da política monetária. Especialistas ressaltam a importância de evitar interferência que possa afetar juros, inflação e confiança dos mercados.
Enquanto isso, investidores observam atentamente os desdobramentos entre a administração Trump, o Fed e grandes bancos, em um cenário de volatilidade e tensão política. A próxima fase envolve eventuais anúncios sobre substituição de Powell.
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