- A senadora Elizabeth Warren pediu à OCC para interromper a avaliação do pedido de charter bancário nacional da World Liberty Financial até que o presidente Donald Trump se desfaça de vínculos financeiros com a empresa.
- Warren sustenta que prosseguir o exame enquanto Trump mantém interesses financeiros criaria conflitos de interesse sem precedent, afetando a regulação de criptomoedas.
- A World Liberty Financial, criada em 2024, mira operar um banco fiduciário nacional para apoiar serviços de stablecoins; Trump e seus filhos aparecem como cofundadores.
- A empresa já levantou mais de 550 milhões de dólares e lançou a stablecoin USD1, que, segundo a matéria, alcançou valorização de cerca de 3,4 bilhões de dólares; houve um investimento de 2 bilhões de dólares da Binance com o token.
- O pedido ocorre em meio a debates regulatórios sobre stablecoins e à criação de trust banks, com a OCC já autorizando charters para diversas empresas de ativos digitais sob o GENIUS Act assinado por Trump em 2025.
Elizabeth Warren pediu aos reguladores financeiros que interrompam a avaliação do pedido de credenciamento nacional de banco da World Liberty Financial, até que o presidente Donald Trump se desfaça de vínculos financeiros com a plataforma de cripto. Ela afirmou que o andamento do processo criaria conflitos de interesse sem precedentes.
A senadora democrata, principal nome do comitê de Bancos do Senado, enviou a carta ao Comptroller of the Currency, Jonathan Gould. A solicitação chega após a World Liberty solicitar formalmente, em 7 de janeiro de 2026, operar um banco nacional de custódia voltado a serviços de stablecoins.
A World Liberty foi lançada em 2024 e tem Trump e seus filhos entre os cofundadores. A empresa arrecadou mais de 550 milhões de dólares via venda de tokens e lançou o stablecoin USD1 em 2025, com valor de mercado estimado em 3,4 bilhões de dólares.
A proposta de credenciamento permitiria à empresa emitir, custodiar e converter USD1 sob supervisão federal. Warren argumenta que o acordo colocaria o OCC em posição inédita, diante de vínculos do presidente com a empresa.
Contexto regulatório e interesses em jogo
A senadora cita o GENIUS Act, sancionado em julho de 2025, que designa o OCC como regulador principal de emissores de stablecoins. A aprovação envolveria regras, supervisão e aplicação de sanções a emissores sob o guarda-chuva do governo.
Relato público aponta que Trump e familiares teriam interessado financeiro superior a 1 bilhão de dólares ligados a World Liberty e outras iniciativas cripto. Além disso, a família controla negócios atrelados a projetos e ativos digitais lançados nos últimos anos.
Reguladores vêm sinalizando maior disposição para supervisionar firms de cripto com padrão de banco, inclusive com a aprovação recente de charters de bancos de custódia de ativos digitais por entidades como Circle e Paxos. Nesse cenário, a posição de Warren ganha relevância.
Desdobramentos esperados e agenda legislativa
O debate sobre regulação de stablecoins ganha força em Washington, com discussões sobre limites à atuação de entes privados e critérios de supervisão. Projetos de lei atuais buscam restringir ganhos de oficiais eleitos com ativos digitais, mas ainda não avançaram ao plenário.
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