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PSD, de ruptura com o DEM, se torna força regional após 13 anos

Do rompimento com o DEM à candidatura presidencial, PSD consolida base municipalista e amplia musculatura nacional em treze anos

Ato de fundação do Partido Social Democrático (PSD) em 2011 na Câmara dos Deputados. Na imagem estão o então presidente da Casa, Marco Maia, o então prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o então governador do Amazonas, Omar Aziz, o então vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos e a então senadora Kátia Abreu
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  • O PSD nasceu em 2011, criado por Gilberto Kassab após deixar o DEM, com foco em uma política centrista e municipalista.
  • Em 2026, o partido se consolida como força regional, com 49 deputados federais e 13 senadores, além de governadores como Ratinho Júnior, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado.
  • Em 2024, o PSD elegeu 891 prefeitos e cinco de capitais, ampliando sua presença no nível local.
  • Pela primeira vez, o PSD terá um candidato à Presidência em 2026: Ronaldo Caiado, com desempenho recente que aponta empate técnico com Lula no 2º turno segundo pesquisa Datafolha.
  • O ministro de Kassab mantém o perfil de centro pragmático: liberalismo econômico aliado a políticas sociais, com defesa de reformas institucionais como administrativa e voto distrital misto.

O PSD foi criado em Brasília, em 13 de abril de 2011, por Gilberto Kassab, que deixou o DEM para fundar a sigla com o objetivo de oferecer um espaço político de centro. A fundação ocorreu em meio a um cenário de polarização crescente na política brasileira.

Na época, o partido recebeu apoio de nomes de diferentes siglas e iniciou com forte atuação no municipalismo. Em seus primeiros anos, consolidou-se como referência entre gestores locais e ampliou gradualmente sua presença em esferas estadual e federal, buscando pragmatismo e governabilidade.

Formação e ascensão

O PSD nasceu com 55 deputados federais, 2 senadores e 2 governadores, ampliando rapidamente sua base. O partido atraiu parlamentares de várias siglas, incluindo membros do DEM, PSDB, MDB e PP. A trajetória inicial gerou debates sobre fidelidade partidária e trocas de legenda, mas o registro foi confirmado pelo TSE.

Ao longo dos anos seguintes, o PSD manteve foco no municipalismo e na construção de uma identidade de centro pragmático. Em 2012, o partido já governava dezenas de prefeituras; em 2024 alcançou a marca de 891 prefeitos, com vitórias em capitais. A atuação da sigla passou a combinar gestão técnica com coalizões amplas.

Crescimento e cenário atual

No Congresso, o PSD cresceu para 42 deputados federais e 3ª maior bancada em certos momentos, além de 13 senadores em 2026. Governadores de peso, como Ratinho Júnior, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado, fortaleceram a atuação regional. O partido passou a estruturar uma rede de lideranças em diversas regiões.

A estratégia atual de Kassab enfatiza expansão regional, com ênfase no Sul e Sudeste, e a busca por consolidar lideranças locais. Em 2026, o PSD já apontava para um estratégico lançamento nacional, mantendo o centrismo como eixo de atuação, com propostas econômicas liberais alinhadas a políticas sociais estruturantes.

Candidato presidencial 2026

Em 2026, pela primeira vez, o PSD lançou um candidato à Presidência: Ronaldo Caiado, governador de Goiás. A sigla vê a candidatura como desfecho natural de 13 anos de atuação e acredita que pode ampliar o espaço político com visão de centro.

Pesquisas indicavam Caiado com desempenho competitivo no cenário nacional, ainda que com alto índice de desconhecimento entre eleitores. A candidatura é apresentada como parte de uma estratégia de crescimento que pretende ampliar a presença do PSD em estados ainda não dominados pela legenda.

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