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Assistente de Epstein, Lesley Groff, testemunhará perante comissão da Câmara

Ex-assistente de Epstein, Lesley Groff, depõe hoje diante de comitê da Câmara, em meio a apuração sobre cúmplices potenciais e gestão da agenda do magnata

Lesley Groff attends Central Park Conservancy 30th anniversary gala at Central Park Boathouse on 23 February 2010 in New York City.
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  • Lesley Groff testemunha nesta terça-feira diante do comitê de supervisão e reforma da Câmara, na investigação sobre Jeffrey Epstein.
  • Trabalhou para Epstein por quase 20 anos, de 2001 até julho de 2019, quando ele foi preso.
  • Registros da FBI apontam que sua função incluía agendar reuniões, fazer ligações, coordenar com o motorista e o chef, além de gerenciar a agenda de Epstein, incluindo massagens.
  • Groff não foi acusada criminalmente; foi citada em documentos como possível co-conspiradora, mas afirma não ter conhecimento dos crimes e que não cometeu conduta imprópria.
  • Foi intimada pelo comitê em março; outra ex-assistente de Epstein, Sarah Kellen, já testemunhou perante o grupo.

Lesley Groff, antiga assistente executiva de Jeffrey Epstein, deve testemunhar hoje perante o comitê de supervisão da Câmara dos Deputados, em Washington, no âmbito da investigação sobre o financier. A oitiva ocorre por videoconferência, com foco em esclarecer as atividades da equipe de Epstein e possíveis conivências.

Groff trabalhou para Epstein por quase duas décadas, de 2001 até julho de 2019, quando ele foi preso. Segundo relatório da FBI de 2021, ela afirmou ter sido contatada por uma headhunter e ter aceitado o cargo para organizar a vida de um homem, sem ter ouvido falar de Epstein anteriormente.

Ela disse ter entrevistado com várias pessoas, incluindo Epstein e Ghislaine Maxwell, e assinou um acordo de confidencialidade. Entre suas tarefas estavam agendar reuniões, fazer ligações, coordenar com motorista e chef, e gerenciar a agenda de Epstein.

Conforme os registros da FBI, Groff relatou que massagens faziam parte da rotina diária de Epstein desde o início, tratadas como compromissos normais. O relatório diz que o trabalho dela era simplesmente marcar compromissos, inclusive massagens, que Epstein pedia pela manhã.

Nos últimos anos, Groff passou a figurar em denúncias e debates sobre cooperação em investigações, tendo sido identificada por algumas peças processuais como possível co-conspiradora em casos anteriores. Ela jamais foi acusada criminalmente.

Defesa de Groff sustenta que ela não tinha conhecimento dos crimes atribuídos a Epstein. O advogado afirmou que, após a prisão em 2008, Epstein mentia para a equipe, alegando ser vítima de extorsão e de armação.

Arquivos da Justiça também citam uma lista de oito pessoas como possíveis co-conspiradores, entre elas Groff, mas a defesa nega qualquer notificação formal recebida por ela. O advogado ressaltou que Groff respondeu a todas as perguntas de promotores sem ser processada.

Groff já respondeu a questionamentos de supostos abusos, com o argumento de que não houve envolvimento em condutas impróprias. Após a morte de Epstein, ela figura em ações civis movidas por sobreviventes, que foram, em parte, suspensas.

Ao longo de março, Groff foi convocada pela comissão de supervisão para prestar depoimento. A oitiva de Groff ocorre após a participação de outra ex-assistente de Epstein, mostrada em testemunho recente, cuja narrativa se concentrou na dinâmica de poder e abuso.

A investigação da Câmara foca em esclarecer quando, onde e como as atividades de Epstein ocorreram, bem como a rede de pessoas envolvidas. A sessão de Groff busca esclarecer eventuais vínculos com Maxwell e outras figuras ligadas ao esquema.

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