- O SPLC identificou mil duzentos e sessenta e três grupos de ódio e anti‑governo ativos em 2025.
- O relatório afirma que a administração de Donald Trump transformou políticas públicas a favor de interesses de direita radical desde o início do seu segundo mandato.
- O governo concedeu perdões presidenciais a cerca de 1.500 pessoas envolvidas no ataque ao Capitólio em 2021 e mudou o foco das autoridades para operações de imigração.
- Cerca de 23% dos agentes do FBI foram realocados para a fiscalização de imigração, reduzindo atuação em outras áreas, como crime organizado e cibersegurança.
- O relatório aponta enfraquecimento de bases de dados sobre terrorismo doméstico e violência extremista, além de maior influência de jovens influenciadores digitais de direita.
Os grupos de linha dura têm aumentado sua influência no governo dos EUA, aponta um relatório recente do Southern Poverty Law Center (SPLC). A publicação destaca a expansão de 1.263 grupos de ódio e anti-governo em atividade em 2025 e cita a abertura de processo federal de fraude contra a própria organização que produz a análise.
O levantamento, divulgado nesta terça-feira, chega pouco mais de dois meses após o governo apresentar acusações formais contra o SPLC. O documento registra alterações na política pública desde o início do segundo mandato de Donald Trump, em 2025.
Segundo o relatório, 23% dos agentes do FBI foram reatribuídos para enforcement de imigração, diminuindo atuação em áreas como crimes de colarinho branco, contraterrorismo, crime organizado e cibercrimes. A fundação afirma que a mudança de prioridades enfraquece a segurança de cidadãos.
A análise aponta que a gestão atual tem promovido pesquisas e táticas de imigração com maior rigor, em detrimento de outras áreas de atuação da justiça criminal. O SPLC cita também uma queda no acompanhamento de ameaças de violência de direita extremista, sugerindo aumento do risco em determinadas comunidades.
Entre as conclusões, o relatório mencionou a confirmação no Senado de altos oficiais do governo, como o secretário de defesa e o diretor do FBI, alguns dos quais teriam posições consideradas racistas ou misóginas. O SPLC ainda aponta a extinção de um banco de dados sobre terrorismo doméstico e crimes de ódio, além da retirada de um estudo revisado por pares do site do Departamento de Justiça.
O texto também destaca o papel de jovens digitalmente conectados que ganharam acesso ao governo, em troca de apoio a políticas contra imigrantes, LGBTQ+ e populações vulneráveis. O SPLC cita ainda nomes de figuras públicas associadas a esse grupo de influência.
A divulgação foi acompanhada por Erin Wilson, diretora do projeto de inteligência do SPLC, que pediu à população atenção ao aumento dessa influência e incentivou participação cívica, educação e ações solidárias como respostas possíveis.
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