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JD Vance pede investigação do DOJ sobre Tim Walz por fraude

JD Vance pede ao Departamento de Justiça que investigue Walz por fraudes em programas sociais, após relatório da Câmara apontar inação e retaliação

JD Vance said he referred a House report to the justice department’s fraud division for criminal investigation.
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  • O vice-presidente americano, JD Vance, pediu ao Departamento de Justiça que investigue o governador de Minnesota, Tim Walz, e o procurador-geral Keith Ellison, após um relatório da Câmara renovar acusações de inação e retaliação em esquemas de fraude.
  • O relatório de 205 páginas afirma que Walz e Ellison sabiam de fraude generalizada em programas sociais e não atuaram, permitindo que fraudes se salvaguardassem.
  • O documento também sustenta retaliação a funcionários que denunciaram fraudes, e que recursos públicos teriam sido desviados.
  • Ellison disse que as alegações são infundadas e que a referência de Vance é um golpe político; Walz não respondeu de imediato.
  • O caso envolve fraudes em programas como cuidado infantil e serviços de alimentação, com o maior esquema, de 250 milhões de dólares, ligado à organização Feeding Our Future.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, pediu ao Departamento de Justiça que investigue o governador de Minnesota, Tim Walz, e o procurador-geral do estado, Keith Ellison, após uma relatório da comissão de fiscalização do Congresso reavivar acusações de omissão e retaliação em esquemas de fraude em programas sociais. O documento afirma que autoridades estaduais teriam conhecimento de fraudes generalizadas e não teriam agido adequadamente. A apuração ocorre em meio a tensões políticas envolvendo o estado e o governo federal.

A comissão de fiscalização da Câmara dos Deputados, controlada pelos republicanos, divulgou um relatório de 205 páginas acusando Walz e Ellison de ciente de fraudes em programas de assistência social e de não tomár medidas. O texto sustenta que líderes estaduais teriam retaliado funcionários que sinalizaram irregularidades, permitindo que esquemas prosseguissem e desviando recursos de pessoas vulneráveis. A divulgação ocorreu nesta segunda-feira.

Vance afirmou em rede social ter encaminhado o relatório à divisão de fraude do DOJ para investigação criminal. O republicano acrescentou que autoridades estaduais não estão acima da lei e que fraude ou denúncias de intimidação de delatores devem ser apuradas. O governo estadual ainda não apresentou posicionamento consolidado sobre o tema.

A defesa de Ellison classificou as alegações como infundadas e descreveu o envio do caso ao DOJ como manobra eleitoral, segundo declarações à imprensa. O procurador-geral manteve que não houve omissão na apuração de fraudes e reiterou o compromisso com a aplicação da lei e a transparência. Walz não respondeu de imediato aos pedidos de comentário, segundo veículos locais.

Contexto e desdobramentos

O tema defraude em Minnesota ganhou proeminência no âmbito federal após o governo de Donald Trump promover ações duras contra o estado, com condução de investigações e medidas de congelamento de recursos federais para programas como assistência a crianças e alimentação. O maior esquema citado envolve a organização Feeding Our Future, com alegações de superfaturamento de bilhões em auxílios, e a principal acusada, Aimee Bock, condenada a quase 42 anos de prisão. Diversos casos envolvendo provedores de serviços e famílias foram abertos desde então.

A Casa Branca e o DOJ são apontados como âncoras na apuração de irregularidades em programas sociais e imigração, com investigações envolvendo Walz, Ellison e autoridades locais. O relatório de fiscalização também cita disputas anteriores entre Walz e o governo federal e ressalta que autoridades estaduais teriam suspendido pagamentos apenas após suspeitas de fraude, não de maneira imediata.

O caso dividido entre acusações de falhas administrativas e controvérsias políticas seguiu com críticas de comissários, que acusaram Walz e Ellison de falhar na fiscalização de recursos federais destinados a crianças, famílias e serviços de autismo. O debate envolve também respostas do estado à pressão de autoridades federais e de líderes partidários sobre a gestão de fundos públicos.

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