- A Justiça do Rio afastou o delegado Robinson Gomes Pereira das investigações sobre a morte de um empresário durante abordagem de policiais militares.
- O Ministério Público do Rio de Janeiro aponta indícios de parcialidade da autoridade policial na condução do caso.
- Segundo o MP, o delegado sustentou, com base em informações, forte suspeita de que o tiro não teria partido dos PMs, mesmo sem evidências nesse sentido nos depoimentos.
- Daniel Patrício dos Santos morreu em 22 de abril, após ser alvo de disparos na Pavuna, zona norte do Rio, e foi monitorado antes da abordagem.
- Dois PMs, Rafael Assunção Marinho e Rodrigo da Silva Alves, foram presos em flagrante por homicídio doloso e denunciados à Justiça.
O TJ do Rio de Janeiro decidiu afastar o delegado Robinson Gomes Pereira, da Delegacia de Homicídios da Capital, das investigações sobre a morte de um empresário durante uma abordagem da PM na Pavuna, na zona norte, ocorrida em 22 de abril.
Para o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), existem indícios de parcialidade na condução do caso. Promotores apontam que, mesmo sem depoimentos dos réus mencionando disparos de terceiros, o delegado sustentou, com base em informações, uma “forte suspeita” de que o tiro não partiu dos policiais.
A vítima, Daniel Patrício dos Santos, morreu após levar disparos na Pavuna. Segundo o MP, ele foi monitorado antes da abordagem policial, o que integra a linha de apuração.
Os militares envolvidos, Rafael Assunção Marinho e Rodrigo da Silva Alves, foram presos em flagrante pela Corregedoria da PM por homicídio doloso e denunciados à Justiça.
O caso segue sob apuração e tramitação, com o MP destacando a necessidade de apuração imparcial das circunstâncias da morte durante a operação.
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