- O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, protocolou na Polícia Federal um pedido de instauração de inquérito contra Karina Ferreira da Gama, sócia-administradora da Go Up Entertainment, ligada à produção do filme Dark Horse.
- A solicitação aponta possível esquema interestadual de desvio de recursos públicos e parafiscais, superfaturamento, falsidade documental, uso de empresas de fachada, lavagem de dinheiro e associação criminosa envolvendo o Instituto Conhecer Brasil (ICB).
- Uczai cita reportagem que acusa o ICB de atuar como entidade de fachada para drenar recursos do Sistema S, conforme auditorias da Controladoria-Geral da União.
- Entre 2017 e 2018, o CN-Sesi teria repassado cerca de R$ 11 milhões para a organização, para a Feira da Cidadania em sete estados e a Fórmula Truck Kids no Distrito Federal, com pelo menos R$ 2,4 milhões superfaturados.
- A ONG ligada à produtora é alvo de ação na Justiça para devolver R$ 1,3 milhão de patrocínio irregular em 2017; o ICB não comentou o caso.
O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, protocolou junto à Polícia Federal um pedido de instauração de inquérito contra Karina Ferreira da Gama, sócia-administradora da Go Up Entertainment. A produção do filme Dark Horse é citada como possível pivô do pedido. A denúncia envolve suspeitas de desvio de recursos públicos e parafiscais de interesse federal.
A peça apresentada alega esquema interestadual envolvendo superfaturamento, falsidade documental, uso de empresas de fachada e lavagem de dinheiro, com relação ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Gama. A PF é o destinatário formal do pedido.
Segundo o requerente, a matéria se conecta a auditorias da CGU que acusam o ICB de atuar como entidade de fachada para drenar recursos do Sistema S. A denúncia cita repasses do CN-Sesi entre 2017 e 2018, estimados em cerca de 11 milhões de reais, para atividades como a Feira da Cidadania e a Fórmula Truck Kids.
Ao menos 2,4 milhões de reais teriam sido superfaturados nos repasses, segundo os documentos mencionados. A ONG ligada à produtora está sendo cobrada pela Justiça para devolver 1,3 milhão referente a patrocínio irregular em 2017, em ação do CN-Sesi, que não se manifestou sobre o caso.
A peça encaminhada à PF sustenta que os fatos podem configurar crimes contra o patrimônio público ou parafiscal, caso haja vantagem ilícita via fraude, notas falsas ou prestação de contas simulada. Também aponta a possibilidade de peculato-desvio envolvendo agentes públicos.
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