O governo do Estado de São Paulo anunciou ajustes na minuta do contrato da parceria público-privada (PPP) para a construção de uma nova sede administrativa no bairro de Campos Elíseos. A decisão foi tomada após uma consulta pública que recebeu 268 contribuições entre janeiro e março. O edital deve ser finalizado até a metade do ano.
As principais manifestações abordaram questões como desapropriação, reassentamento de moradores e garantias para investidores. O governo se comprometeu a incluir medidas de mitigação para os impactos socioeconômicos na população afetada. Também serão estabelecidas cláusulas para identificar e alocar riscos e custos para a futura concessionária.
Outro ponto importante é a revisão do compartilhamento de receitas entre o poder público e o parceiro privado. O governo também foi solicitado a fornecer dados detalhados sobre infraestrutura, como fornecimento de água e energia, para que o parceiro privado possa estimar custos e riscos de forma mais precisa.
Investimentos e Cronograma
O projeto, uma das promessas de campanha do governador Tarcísio de Freitas, prevê investimentos de R$ 4,7 bilhões. A nova sede abrigará a sede do governo, atualmente no Palácio dos Bandeirantes, além de 28 secretarias e 36 órgãos estaduais. O complexo contará com cinco edifícios, áreas verdes e espaços comerciais.
O modelo de negócios será uma concessão administrativa, onde empresas serão responsáveis pela execução de obras e manutenção predial, recebendo aluguel do governo. A previsão é que as obras comecem em 2026 e sejam entregues em 2028. O cronograma inclui a conclusão do edital até a metade do ano e a licitação no terceiro trimestre.
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