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Apoio a Bolsonaro diminui e 12 mil se reúnem na avenida Paulista em protesto

Apoio a Bolsonaro diminui em ato na Avenida Paulista, com apenas 12,4 mil participantes, evidenciando esfriamento da pauta da anistia.

Bolsonaro discursa para apoiadores durante ato na av. Paulista (Foto: Gabriel Silva/E.Fotografia/Folhapress)
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Um ato em defesa de Jair Bolsonaro (PL) ocorreu hoje na Avenida Paulista, reunindo 12,4 mil pessoas. O evento, organizado pelo pastor Silas Malafaia, teve como foco protestar contra o julgamento do ex-presidente por tentativa de golpe de Estado. Durante a manifestação, críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes foram proferidas.

Os números foram obtidos pelo Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo, utilizando um software de inteligência artificial. O público foi significativamente menor do que em manifestações anteriores, como a de abril, que contou com 44,9 mil participantes, e a de fevereiro, que atraiu 185 mil. Essa redução sugere um esfriamento da pauta da anistia entre os apoiadores de Bolsonaro.

Malafaia, ao comentar a baixa adesão, destacou que a quantidade de participantes não é o mais importante. O ato também contou com a presença de figuras políticas, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Em contraste, uma manifestação contra a anistia, realizada no final de março, reuniu 6,6 mil pessoas.

Contexto Político

A proposta de anistia para os envolvidos em atos golpistas perdeu força no Congresso, enquanto a atenção dos bolsonaristas se volta para o julgamento de Bolsonaro. A oposição afirma ter votos suficientes para aprovar a anistia, mas a urgência da matéria ainda não foi votada. A pesquisa Genial/Quaest revela que 56% dos brasileiros são contra a anistia, preferindo que os envolvidos permaneçam presos.

Bolsonaro, que enfrenta inelegibilidade até 2030 devido a condenações por abuso de poder, busca apoio nas ruas para acelerar o trâmite do projeto de lei. O ex-presidente enfatizou a importância de conquistar uma maioria no Congresso para mudar o futuro político do Brasil, destacando a necessidade de controle sobre o Senado e a Câmara.

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