Portugal concedeu 220.496 cidadanias em 2024, um aumento significativo em relação aos 195.946 do ano anterior. Até junho deste ano, foram 92.257 concessões, segundo dados do Instituto dos Registos e Notariado (IRN). Este crescimento ocorre em meio a debates no Parlamento sobre um novo pacote anti-imigração que pode restringir esses pedidos.
O governo de centro-direita da Aliança Democrática (AD) apresentou um projeto que visa endurecer as regras para a concessão de cidadania, especialmente para judeus sefarditas e brasileiros. O pacote foi encaminhado à Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias antes da votação em plenário. A expectativa é que as novas regras revertam a tendência de alta nas concessões.
Em 2023, os descendentes de judeus sefarditas foram responsáveis por 40% das cidadanias concedidas, enquanto brasileiros representaram 23,5%. O governo argumenta que a concessão aos judeus sefarditas foi uma forma de reparação histórica, considerando a expulsão durante a Inquisição. Contudo, a rapidez dos processos gerou polêmicas, como no caso do milionário russo Roman Abramovich.
As novas propostas da AD incluem a extinção da concessão de cidadania para judeus sefarditas, o que pode impactar significativamente o número de pedidos aprovados. A discussão sobre a nacionalidade em Portugal continua a ser um tema controverso, refletindo as tensões entre políticas de imigração e questões de identidade nacional.
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