O Partido dos Trabalhadores (PT) passou por uma reestruturação interna com a eleição de Edinho Silva como novo presidente nacional, em um processo marcado por divisões e disputas de poder. As votações ocorreram no último domingo (6), com Lula apoiando Silva, ex-prefeito de Araraquara e ex-ministro.
Ministros do governo Lula enfrentaram reveses em suas candidaturas estaduais. Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência, e Anielle Franco, da Igualdade Racial, tiveram seus candidatos derrotados no primeiro turno. Macêdo apoiou Cássio Murilo em Sergipe, mas o senador Rogério Carvalho venceu. No Rio de Janeiro, Franco apoiou Reimont, que também não conseguiu a presidência, ficando Diego Zeidan com a vitória.
Resultados em Outros Estados
Enquanto alguns ministros enfrentaram derrotas, outros conseguiram eleger candidatos de sua preferência. Camilo Santana, ministro da Educação, reelegerá Antônio Filho para o diretório do Ceará, em aliança com o governador Elmano de Freitas. No Piauí, Wellington Dias, do Desenvolvimento Social, e o governador Rafael Fonteles apoiaram Fábio Novo, que venceu a disputa.
Em São Paulo, os ministros Fernando Haddad, Alexandre Padilha, Luiz Marinho e Paulo Teixeira uniram forças para reeleger Kiko Celeguim, que permanecerá à frente do diretório estadual. A eleição, apesar de consolidar a liderança de Edinho Silva, evidenciou as tensões internas e a necessidade de alinhamento entre os diferentes grupos do partido.
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