Ana Liss, uma das mulheres que acusou Andrew Cuomo de assédio sexual, foi deposta novamente em 2023, enfrentando custos legais que já somam cerca de 30 mil dólares. A audiência, que durou mais de oito horas, ocorreu em Rochester, Nova York, e Liss optou por não ter advogado presente, buscando economizar. Ela descreveu o ambiente de trabalho no governo de Cuomo como “tóxico e abusivo”.
Cuomo, que renunciou ao cargo de governador em 2021 após as acusações, continua a utilizar fundos públicos para sua defesa legal, acumulando despesas que já ultrapassam 20,5 milhões de dólares. Esses gastos estão relacionados a processos movidos por ex-funcionários, incluindo Liss, e são cobertos pelos contribuintes de Nova York. Além disso, Cuomo enfrenta uma série de investigações e processos por alegações de assédio sexual e sua gestão da pandemia de Covid-19.
A estratégia de defesa de Cuomo tem sido criticada por especialistas, que afirmam que suas táticas visam intimidar as acusadoras e prolongar os processos. O ex-governador tem solicitado registros médicos e informações pessoais de suas acusadoras, o que gerou preocupações sobre a privacidade e o impacto emocional sobre elas.
Enquanto isso, algumas das acusadoras, como Charlotte Bennett, desistiram de seus processos devido à pressão e ao custo emocional envolvidos. Bennett descreveu sua experiência como “extraordinariamente dolorosa”, levando-a a considerar a desistência como uma forma de recuperar sua vida.
Grupos de defesa dos direitos das vítimas estão pressionando para que o estado de Nova York revise a cobertura dos custos legais de Cuomo, argumentando que isso representa um abuso do sistema. A situação continua a se desenrolar, com Cuomo buscando um retorno político, mesmo após sua derrota nas primárias para a prefeitura de Nova York.
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