Familiares de vítimas de violência policial se reuniram na manhã desta quinta-feira (10) em frente ao Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, para apoiar os pais do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, 22. A audiência de instrução do caso, que pode levar dois policiais militares a júri popular, está marcada para esta tarde.
Acosta foi morto em 20 de novembro do ano passado por um tiro disparado pelo soldado Guilherme Augusto Macedo. O incidente ocorreu após um desentendimento, quando o estudante atingiu o retrovisor da viatura em que estavam os PMs. Ele se refugiou em um hotel na Vila Mariana, onde foi baleado. A ação foi registrada por câmeras de segurança e pelos equipamentos dos policiais.
Os pais de Acosta, ambos médicos, expressaram indignação com a demora no socorro. O estudante faleceu no Hospital Ipiranga, a cerca de 5 km do local do incidente. Silvia Mónica Cárdenas Prado, mãe de Marco Aurélio, destacou que a luta não é contra a polícia, mas contra os maus policiais que deturpam a função.
Entre os participantes do ato, estava Joice Silva, mãe de Guilherme Silva Guedes, 15, morto em junho de 2020. Ela relatou que seu filho foi sequestrado por um policial militar e um ex-PM, que o mataram como forma de intimidar a comunidade. Joice lamentou a falta de justiça e enfatizou a importância da união entre as mães que perderam seus filhos para a violência policial.
O caso de Guilherme Guedes também está em andamento, com o júri do ex-sargento Adriano Fernandes de Campos e do ex-soldado Gilberto Eric Rodrigues previsto para a próxima semana. Campos foi demitido da PM após o caso, enquanto Rodrigues já tinha um histórico criminal. Joice afirmou que a luta por justiça é dolorosa, mas necessária.
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