Alfredo Lelo Juárez Zeferino, um trabalhador agrícola indígena e ativista, foi preso pelo ICE em março de 2023, gerando protestos e preocupações sobre a repressão a ativistas. Juárez, que cofundou o sindicato Familias Unidas por la Justicia em 2017, é conhecido por sua luta por melhores condições de trabalho para os trabalhadores agrícolas.
No dia 25 de março, enquanto levava sua namorada ao trabalho, Juárez foi abordado por agentes do ICE. Segundo relatos, um carro não identificado o seguiu e, ao parar, um agente pediu seus documentos. Ao tentar alcançá-los, a janela do carro foi quebrada e ele foi preso. Desde então, está detido no centro de processamento do ICE em Tacoma, Washington.
A detenção de Juárez é controversa, pois se baseia em uma ordem de deportação de 2018, que remonta a um incidente em 2015, quando ele ainda era menor de idade e protegido pelo programa DACA. Seu advogado argumenta que a detenção foi planejada e que Juárez não compareceu a uma audiência de deportação porque não recebeu a notificação. A situação levanta questões sobre a motivação política por trás de sua prisão, especialmente considerando seu ativismo em defesa dos direitos dos trabalhadores.
Repercussões e Apoio
O caso de Juárez gerou um aumento nas preocupações sobre a repressão a ativistas. Desde sua prisão, outros ativistas também foram detidos, levando a temores de que a perseguição migratória possa silenciar vozes críticas. O representante Rick Larsen visitou Juárez e denunciou as condições precárias no centro de detenção, onde mais de 1.500 pessoas estão sob custódia.
Juárez recebeu apoio significativo de sua comunidade e colegas de sindicato, que continuam a organizar protestos e vigílias em sua defesa. A próxima audiência de Juárez está marcada para 14 de julho, e espera-se que a mobilização em torno de seu caso continue a crescer. A luta por direitos trabalhistas e a proteção de ativistas se tornaram questões centrais no debate sobre imigração e justiça social nos Estados Unidos.
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