Em uma mobilização sem precedentes, milhares de jornalistas de todo o Brasil se ofereceram para entrevistar o ex-presidente Jair Bolsonaro, após o ministro Alexandre de Moraes alertar que suas falas públicas podem resultar em prisão. A operação, batizada de “Vingança do Cercadinho”, faz referência ao tratamento que a imprensa recebeu durante os anos de governo Bolsonaro, especialmente nas entradas do Palácio da Alvorada.
Os jornalistas se organizaram em grupos de WhatsApp para planejar a cobertura e a produção de conteúdos provocativos. Um internauta comentou que Moraes lhes deu “24 horas para comprar carvão, carne e cerveja”, referindo-se ao clima de festa que a situação gerou entre os profissionais. A ideia é criar vídeos que desafiem a decisão do ministro, incluindo um projeto de um vídeo gerado por inteligência artificial onde Bolsonaro diria: “Xandão, duvido você me prender”.
A tensão entre a mídia e o governo se intensifica à medida que as restrições impostas a Bolsonaro se tornam mais rigorosas. Moraes já deixou claro que até vídeos gerados por IA podem ser considerados em suas determinações. Essa nova fase de interação entre jornalistas e o ex-presidente promete agitar o cenário político e midiático do país, refletindo a luta pela liberdade de expressão em tempos de repressão.
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