O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, anunciou que o país reconhecerá oficialmente o Estado da Palestina durante a 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro de 2025. A decisão ocorre em um contexto de crescente pressão internacional e agravamento da crise humanitária na Faixa de Gaza. Carney destacou que a situação em Gaza é “intolerável”, refletindo a urgência de uma resposta global.
O reconhecimento canadense se alinha a iniciativas semelhantes de outros países, como França e Reino Unido, que também manifestaram apoio ao Estado palestino. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou que o Reino Unido seguirá o mesmo caminho, enquanto o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que a França será o primeiro país do G7 a formalizar esse reconhecimento. Com isso, o número de países que reconhecem a Palestina ultrapassa 140, incluindo Brasil e China.
A decisão do Canadá está condicionada a reformas na Autoridade Nacional Palestina (ANP), incluindo a realização de eleições em 2026, sem a participação do Hamas. Carney enfatizou a necessidade de um Estado palestino viável e estável, que respeite os direitos de Israel à segurança. A última eleição legislativa palestina ocorreu em 2006, resultando na divisão entre a ANP e o Hamas.
A crise em Gaza é alarmante, com mais de 60 mil palestinos mortos desde o início do conflito em outubro de 2023. A ONU e diversas organizações humanitárias alertam para uma catástrofe iminente, com bombardeios atingindo hospitais e escolas, enquanto a entrada de ajuda humanitária é severamente restringida. O reconhecimento do Estado palestino por potências ocidentais pode redefinir o processo de paz no Oriente Médio, sinalizando que a criação de dois Estados é vista como o único caminho viável para resolver o conflito.
Entre na conversa da comunidade