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Lula e ministros criticam tarifaço e consideram sanções a Moraes inaceitáveis

Governo brasileiro planeja medidas compensatórias para enfrentar tarifas dos EUA e proteger empregos na indústria nacional

Presidente Lula no Palácio do Planalto (Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo)
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Reunidos no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus ministros discutiram os impactos das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A reunião, realizada na quarta-feira, 30 de julho, abordou também as sanções ao ministro Alexandre de Moraes, consideradas inaceitáveis pelo governo.

Os ministros, incluindo Geraldo Alckmin (vice-presidente) e Fernando Haddad (Fazenda), avaliaram que, apesar das quase 700 exceções anunciadas pelos EUA, a indústria brasileira, especialmente o setor de máquinas e equipamentos, enfrentará perdas significativas. O governo planeja implementar medidas compensatórias para mitigar os efeitos das tarifas.

Lula criticou a motivação política por trás das tarifas e reafirmou a soberania do Brasil. Ele destacou que o uso de argumentos políticos para justificar medidas comerciais é injustificável. O presidente expressou solidariedade a Moraes, cuja inclusão na Lei Magnitsky gerou indignação entre os membros do governo.

O governo brasileiro busca flexibilizações nas negociações com os EUA, com foco em ações que protejam empregos e garantam a competitividade das exportações. As medidas a serem adotadas devem ser anunciadas em breve, à medida que as conversas com representantes dos setores afetados avançam. A expectativa é que o governo responda rapidamente aos desafios impostos pelas tarifas, assegurando a estabilidade econômica do país.

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