William Browder, criador da Lei Magnitsky, criticou a recente sanção imposta ao ministro Alexandre de Moraes pelo governo dos Estados Unidos, afirmando que a medida é um abuso político. Browder, que é conhecido por sua luta contra violadores de direitos humanos, sugeriu que Moraes busque a Justiça americana para contestar a sanção, que considera inadequada e motivada por questões políticas.
As sanções foram anunciadas em 30 de agosto, com o ex-presidente Donald Trump alegando que Moraes cometeu “abusos graves de direitos humanos”. Browder, que se tornou um defensor da lei após a morte de seu advogado na Rússia, destacou que a norma foi criada para punir apenas aqueles que violam direitos humanos de forma clara e não deve ser usada para fins políticos. Ele enfatizou que Moraes não se enquadra nos critérios que justificariam tal sanção.
Em entrevista, Browder expressou sua decepção com a aplicação da lei e afirmou que o governo Trump tem um histórico de perder processos judiciais. Ele acredita que o Judiciário dos EUA pode reverter a sanção, ressaltando que a questão não diz respeito à moralidade de Moraes, mas à correta aplicação da lei. O ativista também mencionou que não foi contatado por representantes do governo brasileiro para discutir o assunto.
Browder, que vive sob ameaças de morte, continua a promover a Lei Magnitsky em diversos países, defendendo que sua aplicação deve ser restrita a casos evidentes de violação de direitos humanos. Ele alertou que a má utilização da norma pode deslegitimar sua eficácia e prejudicar a luta contra a impunidade em regimes autoritários.
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