O relator da CPI do INSS, deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), anunciou que convocará Frei Chico, irmão do presidente Lula, para depor sobre as investigações de descontos indevidos em benefícios de aposentados. A CPI foi criada para apurar um esquema que desviou recursos de aposentados, e Ayres se comprometeu a conduzir os trabalhos de forma independente, sem proteger nenhum dos lados envolvidos.
Em entrevista ao GLOBO, Ayres afirmou que a CPI não se limitará às investigações já em andamento, como a Operação Sem Desconto. O foco inicial será ouvir órgãos técnicos, como a CGU e o INSS, para entender os mecanismos da fraude. O relator destacou que a CPI buscará novas provas e possíveis falhas nas apurações existentes.
Condução da CPI
Ayres enfatizou que sua abordagem será equilibrada e que todos os envolvidos serão convocados para prestar esclarecimentos. Ele reconheceu a polarização política em torno da CPI, afirmando que tanto o governo quanto a oposição têm razões válidas. Desde 2019, houve um aumento nos descontos indevidos, e a CPI se propõe a investigar os fatos, independentemente de partidos.
O deputado também comentou sobre a pressão recebida desde sua nomeação, afirmando que não sofreu interferências significativas, apenas manifestações isoladas nas redes sociais. Ele se mostrou aberto ao diálogo com todos os autores do requerimento de criação da CPI, buscando um trabalho colaborativo e responsável.
Perspectivas Futuras
Ricardo Ayres se considera independente, embora tenha relações institucionais com o governo federal para atender seu estado, Tocantins. Ele avaliou que o governo Lula poderia ter feito mais, mas reconheceu que as condições econômicas e o acirramento ideológico dificultam a governabilidade. A CPI do INSS, portanto, surge como uma oportunidade para investigar um esquema que afeta diretamente os aposentados e pensionistas, buscando justiça e transparência.
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