Journalistas libaneses exigem desculpas do embaixador dos EUA na Turquia, Tom Barrack, após comentários desrespeitosos feitos durante uma coletiva de imprensa. Barrack pediu que os repórteres agissem de forma “civilizada” e não “animalística” após uma reunião com o presidente libanês, Joseph Aoun, na terça-feira.
Durante o evento, Barrack se dirigiu aos jornalistas, afirmando que, se a situação se tornasse caótica, a delegação americana se retiraria. Ele enfatizou a necessidade de agir com tolerância e civismo, atribuindo a falta de ordem a problemas na região. As declarações geraram uma onda de indignação entre os profissionais de mídia.
Reações e Críticas
A presidência libanesa expressou regret pelas palavras de Barrack, destacando a importância dos jornalistas. O ministro da Informação, Paul Morcos, também lamentou os comentários, considerando-os inadequados. A união de fotojornalistas do Líbano classificou as declarações como um “insulto direto” e pediu uma apologia imediata.
Além disso, a federação de editores de imprensa sugeriu um boicote às futuras visitas de Barrack, enquanto a união de jornalistas denunciou a arrogância nas interações com a mídia. O deputado Ibrahim Musawi, do Hezbollah, chamou os comentários de “insulto flagrante” e pediu que o governo convocasse o embaixador para uma reprimenda.
Contexto da Relação EUA-Líbano
A relação entre os Estados Unidos e o Líbano tem sido marcada por tensões, especialmente em relação à influência do Hezbollah e à situação na Síria. A presença de enviados americanos frequentemente provoca reações críticas, refletindo a complexidade das dinâmicas políticas na região.
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