O Brasil e a China estão intensificando suas relações diplomáticas, com foco na resistência ao unilateralismo e na promoção do BRICS. Em uma conversa telefônica realizada na quinta-feira, 28, os ministros das Relações Exteriores, Wang Yi e Mauro Vieira, discutiram a importância de fortalecer a cooperação bilateral e a defesa da soberania brasileira frente a pressões externas, especialmente dos Estados Unidos.
Wang Yi destacou que a China está disposta a reforçar a confiança estratégica com o Brasil e os demais países do BRICS. Ele enfatizou a necessidade de unir esforços para salvaguardar os interesses dos países em desenvolvimento e promover reformas no sistema de governança global. O chanceler chinês elogiou a presidência rotativa do Brasil no BRICS, que culminou na cúpula realizada no Rio de Janeiro em julho.
Relações Históricas
A relação entre Brasil e China é considerada uma das melhores da história, segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China. Durante a conversa, Wang Yi também mencionou a amizade sólida entre os líderes dos dois países, Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping. A cúpula do BRICS, que ocorreu em julho, foi marcada pela ausência de Xi, que não participou pela primeira vez desde que assumiu a liderança da China em 2013.
Lula, por sua vez, tem buscado um alinhamento estratégico com a China, especialmente em um cenário internacional desafiador. Ele mencionou a falta de contato com a diplomacia dos EUA para renegociar tarifas que afetam produtos brasileiros. A defesa da soberania nacional e a necessidade de um diálogo mais próximo com a China foram temas centrais nas conversas entre os dois líderes.
Cooperação em Diversas Áreas
Os ministros concordaram em ampliar a cooperação em setores como saúde, petróleo e gás, economia digital e satélites. O fortalecimento das relações entre Brasil e China reflete um compromisso mútuo em promover um mundo mais justo e sustentável. Além disso, o governo brasileiro está se preparando para responder ao aumento das tarifas impostas pelos EUA, buscando evitar prejuízos econômicos e mantendo espaço para negociações futuras.
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