A CPI do INSS realizou sua primeira oitiva nesta quinta-feira, onde a defensora pública Patrícia Bettin Chaves apresentou evidências de fraudes em descontos indevidos em aposentadorias. As irregularidades, que começaram em 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro, têm como alvo aposentados e pensionistas de baixa renda.
Durante a sessão, Patrícia destacou que os descontos variavam entre R$ 30 e R$ 90, afetando principalmente pessoas idosas e vulneráveis, incluindo comunidades indígenas e quilombolas. Ela identificou um padrão nos descontos, frequentemente associados a créditos consignados. A defensora enfatizou que sua função não é investigar, mas proteger os direitos dos cidadãos.
Os embates com senadores foram intensos, especialmente com Marcos Rogério, que questionou a postura da defensora sobre possíveis negligências administrativas. Patrícia, em resposta, afirmou que não estava disposta a opinar sobre a responsabilidade de órgãos investigados, gerando tensão na audiência.
Requerimentos Aprovados
Na mesma sessão, a CPI aprovou um requerimento para investigar as movimentações de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “careca do INSS”, entre 2019 e 2025. Ele é considerado um operador central nas fraudes, intermediando relações entre associações fraudulentas e servidores públicos. Além disso, foram aprovados 37 requerimentos para acesso a documentos e informações do INSS e de outros órgãos.
A CPI do INSS continua a busca por esclarecimentos sobre as irregularidades, enquanto os debates políticos refletem a complexidade do tema em questão.
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