Após uma reconfiguração significativa, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS passa a contar com novas composições. O governo, após perder a presidência e a relatoria para a oposição, fez sete alterações em sua base, aumentando a representação do PT de cinco para seis senadores. As mudanças ocorreram nesta quarta-feira, 27, e visam fortalecer a atuação governista nas investigações sobre desvios de recursos previdenciários.
Entre as principais trocas, destaca-se a saída do deputado Rafael Brito (MDB-AL), que não participou da instalação da CPMI devido a compromissos em Cingapura. Ele foi substituído por Ricardo Maia (MDB-BA). Além disso, o bloco do senador Omar Aziz (PSD-AM) também promoveu três mudanças, mantendo Aziz, mas substituindo Eliziane Gama (PSD-MA) por Jussara Lima (PSD-PI) e Cid Gomes (PDT-CE) por Teresa Leitão (PT-PE).
Alterações na Oposição
A oposição não ficou parada e também fez quatro alterações em sua composição. O deputado Silas Câmara (Republicanos-AM) entrou no lugar de Thiago Flores (Republicanos-RO), enquanto Paulinho da Força (Solidariedade-SP) substituiu Áureo Ribeiro (Solidariedade-RJ). Essas mudanças refletem a necessidade de fortalecer a atuação oposicionista em um momento crítico.
A CPMI já aprovou a convocação de dez ex-presidentes do INSS, incluindo Alessandro Stefanutto, afastado após denúncias de desvios. A comissão também convidou ex-ministros da Previdência de diferentes governos, incluindo o atual ministro Wolney Queiroz. A expectativa é que as próximas reuniões sejam decisivas para o andamento das investigações, que envolvem um montante estimado em R$ 6,3 bilhões em benefícios previdenciários.
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