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EUA cancelam vistos de líderes palestinos antes da Assembleia da ONU

EUA negam vistos a líderes palestinos, incluindo Mahmoud Abbas, antes da Assembleia Geral da ONU, elevando tensões nas negociações de paz

Foto: Reprodução
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Os Estados Unidos negaram vistos a membros da Autoridade Palestina (AP) e da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) antes da Assembleia Geral da ONU, marcada para setembro. A decisão, anunciada pelo Departamento de Estado, visa responsabilizar essas entidades por ações que, segundo os EUA, minam as perspectivas de paz na região.

Entre os afetados pela medida, está o presidente da AP, Mahmoud Abbas, que planeja discursar na assembleia. O embaixador palestino na ONU, Riyad Mansour, afirmou que estão avaliando o impacto da decisão e como ela se aplica à delegação palestina. A revogação de vistos ocorre em um contexto de sanções anteriores impostas pelos EUA em julho, que visam pressionar a OLP e a AP a cumprirem compromissos de paz.

Motivos das Sanções

Os EUA justificam a negativa de vistos alegando que a OLP e a AP não têm repudiado o terrorismo e continuam a incitar a violência. A medida foi criticada por violar acordos que garantem o acesso de diplomatas estrangeiros à ONU. O governo americano, no entanto, defende que pode negar vistos por razões de segurança e política externa.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, destacou que a OLP deve ser responsabilizada por suas ações, que, segundo ele, dificultaram as negociações de paz. A negativa de vistos levanta preocupações sobre o aumento das tensões na região, especialmente em um momento em que a situação em Gaza se agrava.

Reações e Consequências

A decisão gerou reações negativas entre os representantes palestinos. O porta-voz presidencial, Nabil Abu Rudeineh, pediu apoio internacional para reverter a medida, afirmando que ela só aumentará a tensão. A Assembleia Geral da ONU é um evento crucial para a Palestina, especialmente com uma conferência internacional sobre a criação de um Estado palestino programada para o dia 22 de setembro.

A situação em Gaza, onde o exército israelense intensificou as operações, também contribui para um clima de incerteza. A negativa de vistos e a escalada de violência levantam questões sobre a viabilidade de um diálogo construtivo para a paz na região.

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