No início de outubro de 2023, a presidência do IBGE apresentou uma minuta para alterar o estatuto de 2002, gerando descontentamento entre os funcionários. Desde a chegada de Marcio Pochmann ao cargo, em agosto, a relação com os servidores tem sido marcada por tensões e preocupações sobre a centralização de poder.
A proposta permite que o presidente unifique diretorias e altere atribuições sem a necessidade de um decreto presidencial. O sindicato da categoria, representado por Clician de Oliveira, expressou que essa mudança representa uma ameaça à autonomia do órgão. A diretora destacou que a alteração poderia extinguir diretorias importantes, como a de Geociências e a de Tecnologia da Informação, reduzindo o caráter colegiado da gestão.
Mobilização dos Funcionários
Os núcleos estaduais do sindicato foram convocados para assembleias, onde discutirão a minuta e definirão ações de resistência. A proposta é vista como uma tentativa de concentrar poder nas mãos de Pochmann, que passaria a ter liberdade para modificar o regimento interno sem supervisão externa.
Em resposta, a presidência do IBGE afirmou que a minuta foi apresentada para debate, conforme o artigo 29 da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro. Contudo, a proposta de criação da Fundação IBGE+, que gerou grande controvérsia, foi suspensa após a saída de vários diretores, incluindo aqueles indicados por Pochmann. A situação continua a evoluir, com os funcionários se mobilizando para garantir a preservação da estrutura atual do instituto.
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