O governador do Pará, Helder Barbalho, minimizou as críticas à autorização do Ibama para a Petrobras perfurar um poço na foz do Amazonas. A decisão foi anunciada em 20 de outubro, a poucos dias da COP 30, que ocorrerá em Belém, a partir de 10 de novembro. Barbalho, aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu que a autorização foi uma medida administrativa e técnica, não política.
Barbalho afirmou que o governo e a Petrobras não devem se deixar levar por conveniências externas. Em entrevista à Folha de S. Paulo, destacou que a decisão do Ibama foi resultado de uma análise que durou cerca de cinco anos. O governador ressaltou que é necessário considerar todas as condições antes de tomar decisões sobre a exploração de petróleo, um patrimônio do país.
Defesa da Exploração
Em fevereiro, Lula já havia manifestado apoio à exploração de petróleo na região, afirmando que desejava que a atividade fosse realizada. O presidente criticou o Ibama na ocasião, alegando que o órgão agia com lentidão. Barbalho, por sua vez, enfatizou que a decisão do Ibama não foi influenciada por pressões políticas, mas sim por um rigoroso processo técnico.
O Ibama liberou a perfuração do poço Morpho, localizado em águas profundas do Amapá, a mais de 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas. A área faz parte da Margem Equatorial, que se estende entre o Amapá e o Rio Grande do Norte. Apesar das preocupações sobre os impactos ambientais, Barbalho afirmou que “nenhum país tem autoridade para apontar o dedo para nosso país”, defendendo a necessidade de combustíveis fósseis na transição energética do Brasil.
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