Alassane Ouattara, presidente da Costa do Marfim, é o favorito nas eleições que ocorrem neste sábado, 25 de outubro de 2025. Com 83 anos, ele busca um quarto mandato em um cenário marcado pela exclusão de seus principais rivais, Laurent Gbagbo e Tidjane Thiam. A disputa ocorre em um contexto de tensões pré-eleitorais e protestos que resultaram em duas mortes.
A eleição conta com cerca de nove milhões de eleitores e cinco candidatos, incluindo duas mulheres. Os desafios econômicos, como o aumento do custo de vida e o desemprego juvenil, além da segurança diante da ameaça jihadista no norte, dominam os discursos de campanha. Ouattara e seus apoiadores almejam garantir uma vitória com mais de 50% dos votos na primeira volta.
Exclusões e Protestos
O cenário eleitoral foi amplamente impactado pela exclusão de Gbagbo, ex-presidente entre 2000 e 2011, e Thiam, líder do Partido Democrático de Costa do Marfim (PDCI). Gbagbo, que retornou ao país após ser absolvido de crimes de guerra, está impedido de concorrer devido a uma condenação local. Thiam, por sua vez, enfrenta questões legais sobre sua nacionalidade, o que o tornou inelegível.
As tensões se intensificaram com protestos nas últimas semanas, incluindo a queima da sede da comissão eleitoral em Yamoussoukro e detenções de opositores. A violência nas ruas é um reflexo da insatisfação popular e das acusações de boicote às eleições por parte do governo.
Desafios Econômicos
Apesar de um crescimento econômico estável, com um aumento do PIB entre 6% e 7%, a pobreza continua sendo um problema significativo. O apoio de organizações financeiras internacionais e boas relações com o Ocidente têm ajudado a manter a estabilidade econômica, mas a insatisfação popular pode impactar o futuro político do país. A segurança e a prosperidade econômica são, portanto, temas centrais nesta eleição crucial para a Costa do Marfim.
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