A análise dos recursos do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros seis réus, envolvidos na tentativa de golpe após as eleições de 2022, terá início no dia 7 de novembro. O julgamento ocorrerá no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) e se estenderá até 14 de novembro. A decisão foi comunicada pelo ministro Alexandre de Moraes, que preside o colegiado.
O julgamento será realizado sem sessões presenciais. A Primeira Turma do STF, composta por Moraes, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, está responsável pela análise. O ministro Luiz Fux já solicitou a transferência do caso para a Segunda Turma, mas a participação dele ainda não foi confirmada. O prazo para apresentação de contestações se encerrou em 27 de outubro.
Entre os réus, Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, optou por não recorrer da condenação de dois anos de prisão, mantendo os benefícios da delação premiada. Com isso, o caso dele pode ser considerado encerrado. A defesa dos demais réus pode pleitear a compensação do tempo de detenção pelo período já cumprido.
A expectativa é alta em relação ao desdobramento desse julgamento, que pode impactar não apenas os réus, mas também a política brasileira. O resultado poderá influenciar a percepção pública sobre os eventos que cercaram as eleições de 2022 e a tentativa de desestabilização do processo democrático.
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