Após 39 dias e 20 horas de fechamento parcial, o Senado dos Estados Unidos chegou a um acordo para reabrir o governo. A decisão foi tomada no domingo, 10 de novembro, e garante o financiamento federal até 30 de janeiro. O impasse, que começou em 1º de outubro, causou atrasos de salários, filas por alimentos e impacto em aeroportos.
O acordo foi resultado de uma proposta apresentada pelos republicanos, liderados por John Thune, que conseguiu o apoio de oito senadores democratas. Com isso, a votação atingiu os 60 votos necessários para a aprovação, segundo as regras do Senado. Entretanto, o acordo ainda não é definitivo, pois a questão dos subsídios de saúde continua em negociação.
Próximos Passos
Após a votação no Senado, o acordo segue para a Câmara dos Representantes, onde será ratificado antes de ser assinado pelo presidente. Esse processo pode levar alguns dias. O pacto também inclui a readmissão de funcionários federais demitidos durante o shutdown e garante que não haverá cortes massivos de pessoal até o final de janeiro.
Entretanto, a grande demanda dos democratas para a extensão dos subsídios de saúde acordados durante a pandemia, parte da lei conhecida como Obamacare, não foi atendida. O compromisso republicano é de realizar uma votação isolada sobre o tema, mas a probabilidade de aprovação é baixa, dada a atual divisão política.
O fechamento do governo gerou uma crise significativa, afetando milhões de cidadãos e causando um aumento na insegurança alimentar. O caos nos aeroportos e a falta de pagamento para funcionários públicos evidenciam a gravidade da situação.
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