A indicação de Jorge Messias ao STF ganhou contornos políticos relevantes nesta semana. Weverton Rocha (PDT-MA), relator do relatório sobre Messias no Senado, comparou, em tom de brincadeira, a atuação para aprovar o nome a “segurar uma granada sem pino” ao falar ao jornal O Globo, antes de reunião com a AGU. A expressão foi usada para sinalizar resistência interna enfrentada pelo indicado.
Messias passou a cumprir agenda de reuniões no Senado para apresentar sua candidatura à vaga de Luiz Roberto Barroso. Em meio aos encontros, ele destacou o respeito ao Senado e a experiência acumulada, tentando ampliar apoio entre parlamentares antes de votações previstas.
Mudança de cenário no Senado
A crise em torno da indicação ganhou reação direta de Davi Alcolumbre (União-AP), que passou a pautar projetos contrários ao governo. Entre as ações, Alcolumbre anunciou votações de projetos de interesse do Planalto que elevam o atrito entre Executivo e Legislativo.
Entre os projetos em pauta, está a proposta de aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. De autoria de Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), a matéria prevê integralidade e paridade, com estimativa de impacto fiscal superior a R$ 20 bilhões em dez anos, segundo o Ministério da Fazenda.
Além disso, o Senado discutirá a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a reeleição para cargos do Executivo a partir de 2028, incluindo presidentes, governadores e prefeitos. O relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI), afirma que o tema já contou com oposição explícita de Lula.
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