Movimento de caminhoneiros prepara greve a partir de quinta-feira (4). O protocolo foi apresentado à Presidência da República com apoio jurídico de um ex-desembargador. A ação envolve articular uma paralisação nacional caso o governo não responda às reivindicações.
Franco Dal Maro, o Chicão Caminhoneiro, representante da União Nacional dos Caminhoneiros, esteve em Brasília para entregar a pauta. Na ocasião, ele afirmou que a mobilização ocorre dentro da legalidade, conforme a Constituição, e que haverá informações adicionais em breve.
O apoio jurídico veio do desembargador aposentado Sebastião Coelho, ex-TJDFT e pré-candidato ao Senado pelo partido Novo. Coelho disse que ofereceria suporte ao movimento e celebrou a participação do grupo no processo, ressaltando o respeito às leis.
Entre as demandas listadas no documento, conforme a Revista Oeste, estão itens ligados a anistia e a mudanças no arcabouço regulatório. Chicão afirmou que a greve não terá caráter partidário e pediu respeito à lei e ao livre trânsito de pessoas.
Coelho publicou, dias antes, um vídeo convocando apoiadores de Jair Bolsonaro para uma paralisação geral em defesa de uma anistia ampla para o ex-presidente e demais participantes do 8 de janeiro. O material sugere que a paralisação deveria ocorrer por setores.
A mobilização não é unânime entre as entidades representativas. A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) afirmou não ter conhecimento do movimento. A CNTA informou que não recebeu sinalizações formais de mobilização de suas bases.
O líder Chorão, Wallace Landim, também afastou apoio à paralisação. Em vídeo, ele criticou a politização da mobilização e descartou uso da categoria para apoiar candidaturas, mantendo o foco na pauta do transporte.
O histórico do tema remete à greve de 2018, quando caminhoneiros paralisaram o país por cerca de 10 dias. O desabastecimento atingiu combustíveis, alimentos e industrialização, levando o governo a conceder subsídios ao diesel, reajustes e a criação da tabela mínima de frete.
Naquele ano, o conflito também levou a bloqueios rodoviários em vários estados, impactos no abastecimento e prejuízos ao agronegócio. O encerramento ocorreu após negociações que incluíram mediações federais e ajustes regulatórios relevantes.
Entre na conversa da comunidade