O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira 4 que não há conflito com o Congresso, mas criticou o que classifica como sequestro de parte do Orçamento pela Câmara e pelo Senado por meio das emendas parlamentares de pagamento obrigatório. O comentário ocorreu durante a sexta plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável, o Conselhão, no Palácio do Itamaraty, em Brasília, no momento em que o Legislativo discute a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026.
Segundo o texto da comissão mista, aprovado anteontem, haverá um calendário para a execução das emendas impositivas com pagamento de 65% até o fim do primeiro semestre e um total de 52 bilhões de reais para 2026. No discurso, o presidente ressaltou que a mudança de pessoas que governam e aprovam é considerada a forma de resolver a questão, enfatizando que não é contra o Congresso, mas contrariado com a prática.
Lula afirmou ainda que o governo não tem problemas com o Legislativo, porém é crítico quanto à dependência de regras que obrigam a execução de emendas, destacando a necessidade de maior alinhamento entre os poderes para evitar distorções no orçamento público. A fala ocorreu após críticas anteriores sobre o tema, associadas à discussão da LDO de 2026 e às regras para as emendas impositivas.
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