Neste domingo, milhares de pessoas saíram às ruas em várias cidades do país para protestar contra o PL da Dosimetria. O ato, liderado por movimentos sociais e artistas, ocorre no Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e outras capitais. O objetivo é barrar o projeto que reduziria penas relacionadas a crimes contra o Estado Democrático de Direito. Também há oposição à aprovação de medidas de anistia para condenados pela tentativa de golpe.
O PL da Dosimetria foi aprovado pela Câmara na madrugada de quarta-feira e tramita no Senado, com sessão prevista para o dia 17. Se aprovado, a pena de Bolsonaro poderia ter redução expressiva, abrindo caminho para a liberdade condicional em pouco mais de dois anos, segundo o texto. O ex-presidente foi condenado a 27 anos.
Manifestantes em Brasília se reuniram perto do Museu Nacional da República e planejam seguir para o Congresso com cartazes contrários à anistia e ao que consideram distorção do processo democrático. Em frases de ordem, críticos destacam o peso de crimes contra o Estado e o conteúdo do projeto.
Contexto político
Caetano Veloso lidera ato musical na praia de Copacabana, repetindo mobilização anterior contra a PEC da Blindagem. Os participantes destacam a preocupação com direitos de punição e com a eventual anistia para condenados por conspiração contra o poder constitucional.
Perspectivas para o Senado
Os protestos também visam pressionar o Senado a rejeitar o PL da Dosimetria, antes da votação marcada para a próxima quarta-feira. Parlamentares de diferentes correntes defendem ou criticam a redução de penas, com números ainda indefinidos para a decisão.
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