Em 3 de dezembro, o ministro Gilmar Mendes editou uma liminar que restringiu a denúncia de impeachment contra ministros do STF à Procuradoria-Geral da República (PGR), suscitando críticas sobre suposta blindagem da Corte. A decisão também diminuiu prerrogativas do Senado e de cidadãos.
A reação foi rápida e variada. Parlamentares de diferentes espectros acusaram o STF de usurpar poderes do Legislativo, enquanto aliados do governo buscaram articular apoio para reverter o texto. Em plantão, Mendes alterou parte da liminar para ampliar a atuação parlamentar.
A semana abriu com o impasse na indicação de Jorge Messias ao STF e com desdobramentos do escândalo Banco Master, que envolve suposto uso de influência para decisões judiciais. Analistas veem a crise como um componente que pode influenciar o calendário político de 2026.
Desdobramentos e tensões entre poderes
A crise envolve ações do STF, do Planalto e do Congresso, com investigações que atingem autoridades e ministros. A evolução aponta para uma pressão contínua sobre o equilíbrio entre Judiciário, Executivo e Legislativo.
No Senado, a condução de negociações para pacificação da relação com o STF passou a ganhar destaque, enquanto partidos discutem possíveis reformas no mecanismo de impeachment. O tema permanece central para a governabilidade e para o ritmo das pautas políticas.
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