O STF negou o pedido de transferência de Jair Bolsonaro para um hospital após relato de queda no quarto onde está detido na PF em Brasília. A decisão foi publicada em despacho assinado pelo ministro Alexandre de Moraes.
A defesa de Bolsonaro, liderada pelo advogado Paulo Cunha Bueno, afirmou que tomará medidas legais cabíveis. O advogado comparou o caso ao de Collor, que cumpre prisão domiciliar por decisão de Moraes.
Segundo familiares e advogados, o ex-presidente relatou ter caído da cama durante a madrugada entre os dias 5 e 6. A defesa busca exames mais detalhados em hospital de Brasília.
Laudo médico da PF aponta que Bolsonaro estava consciente, sem déficits neurológicos, e com lesões superficiais na face e no pé. O documento indica leve desequilíbrio ortostático, pupilas reativas e mobilidade preservada.
Moraes rejeitou a ida imediata ao hospital, mas concedeu o direito de solicitar exames previamente agendados. O ministro pediu que a PF junte aos autos o laudo do atendimento médico realizado nesta terça.
A defesa afirmou que pretende realizar tomografia, ressonância e eletroencefalograma, desde que os exames sejam indicados com justificativa e agendamento. A PF deve anexar os laudos correspondentes aos autos.
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