Um grupo de pelo menos 20 senadores enviou nesta quarta-feira um abaixo-assinado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, para que autorize a prisão domiciliar humanitária para Jair Bolsonaro. A solicitação sustenta que a condição física do ex-presidente é grave e agravada pela situação atual.
A queda ocorrida na madrugada de terça-feira na sala especial da PF em Brasília é apontada como motivo central da prioridade médica. Os médicos pediram avaliação hospitalar com urgência, mas a remessa de exames demorou mais de 24 horas até ser publicada pela imprensa.
O movimento de senadores segue o queixa de que o Estado não tem garantido integralidade da saúde de Bolsonaro durante a custódia. Parlamentares da oposição e da base liderada pelo PL também criticaram o atraso, sinalizando intenção de levar o caso a instâncias externas.
Análise médica e condições de custódia
O médico Cláudio Birolini, responsável por cirurgias abdominais de Bolsonaro, afirma que o ex-presidente tem comorbidades relevantes e que a sala da PF não é adequada para o seu estado de saúde. Birolini reforça a necessidade de ambientes com vigilância médica constante.
Desde a prisão preventiva em novembro do ano passado, Bolsonaro tem enfrentado crises de soluços e apneia, associadas à facada sofrida na campanha de 2018. Nesta semana, houve ferimento na cabeça e em um dos pés após a queda na cama, conforme relatos médicos. Exames hospitalares foram solicitados para avaliação detalhada.
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