O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, encaminhou sua carta de demissão na segunda-feira (5) pelo sistema SEI, o canal interno do governo. A publicação da carta, antes sigilosa, ocorreu no início do dia. Lewandowski entregou o envelope com agradecimentos e as justificativas ao presidente Lula.
Ao deixar o cargo, Lewandowski leva consigo o núcleo duro do ministério, que aguardava apresentar mais medidas mesmo diante de cortes orçamentários. A saída reacende a discussão sobre a divisão entre Justiça e Segurança Pública.
Composição e próximos passos
A expectativa é de que o presidente Lula indique o substituto. O senador Rodrigo Pacheco aparece como nome considerado para apoio no Senado, mas registra resistência interna. Também circulam nomes como Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Wellington César Lima e Silva.
Em novembro, houve reunião entre Lula, a alta cúpula do MJSP e a Casa Civil para avaliar ganhos políticos da divisão. A decisão foi de manter a divisão para um momento pré-eleitoral, com prazo indefinido. A falta de tempo e orçamento pesaram na conclusão.
Atualmente, o secretário-executivo Manoel Carlos é apontado como responsável interino pela pasta até a nomeação formal. A exoneração de Lewandowski deve ser publicada no Diário Oficial ainda neste dia.
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