Keir Starmer destacou, nesta manhã, a publicação do projeto de lei que remove o teto de dois filhos no benefício de universal credit. Segundo a liderança trabalhista, a medida retirará o teto para quase 500 mil crianças, afirmando que é o maior passo único contra a pobreza infantil no país.
A proposta é apresentada como resposta às políticas do governo Tory e do Reform UK. Starmer afirma que retirar o teto beneficiará famílias, crianças e a economia, contrastando com a posição de seus opositores, que defendem manter ou ampliar o limite. A oposição defende a mudança como prioridade.
Segundo a análise trabalhista, a extinção do teto não alcançaria apenas as famílias com dois adultos trabalhando, segundo o recorte da coalizão governista. O debate envolve impactos orçamentários estimados em cerca de 3 bilhões de libras e escolhas sobre uso desse recurso.
Agenda e desdobramentos
- O dia inclui discurso da secretária de Meio Ambiente, Emma Reynolds, sobre priorização de fundos de natureza para pequenas fazendas.
- Tim Davie, ex-diretor-geral da BBC, e o CEO interino Jonathan Munro prestarão depoimento à comissão de contas públicas sobre o Serviço Mundial da BBC.
- Starmer e a secretária de Educação, Bridget Phillipson, visitam Bedfordshire para promover o projeto de lei.
- Lilian Greenwood, ministra dos Transportes, deve apresentar o políticas de segurança viária aos MPs.
- No plenário, a ordem do dia também prevê votações sobre decisões administrativas relacionadas a outros temas.
Pautas adicionais
- A bancada governista sinaliza que retirar o teto ampliaria espaço para cortes de impostos.
- A vice primeira-ministra e ministra do Trabalho, Rachel Reeves, comentou que a medida envolve questões morais e de equidade.
- O anúncio do dia ocorre em meio a encontros com líderes de outros países, incluindo uma possível reunião entre o vice-primeiro-ministro David Lammy e o vice-presidente dos EUA, sem agenda definida até o momento.
O governo aponta que a eliminação do teto representa investimento no futuro das crianças, destacando estatísticas sobre desempenho escolar e saúde mental associadas à pobreza infantil. A oposição, por sua vez, sustenta que alterações de gasto público exigem avaliações amplas de impacto e custo-benefício.
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