Mais de mil protestos estão combinados em todo o país neste fim de semana, após shootings envolvendo agentes do ICE em Minneapolis e em Portland, Oregon, nesta semana. A ação visa denunciar o que os organizadores chamam de violência do ICE e exigir mudança de políticas migratórias.
A mobilização é liderada pela Indivisible, que mantém um rastreador online de vigílias, passeatas e protestos. Além de No Kings, outras organizações associadas ajudam a articular as ações em diversas cidades.
Entre os episodes que motivam as ações, está a morte de Renee Nicole Good, cidadã americana morta durante uma operação de imigração em Minneapolis no dia 7 de janeiro. O incidente ocorreu após forte presença de agentes do ICE na região.
Ainda em Minneapolis, como parte das tensões, milhares de pessoas se reuniram no local da ocorrência e pediram afastamento do ICE da cidade. A resposta de autoridades locais incluiu críticas à atuação federal.
No dia seguinte, em Portland, Yorlenys Betzabeth Zambrano-Contreras e Luis David Nico Moncada, imigrantes venezuelanos, foram atingidos por disparos fora de um hospital. Protests se espalharam por várias regiões do país e houve detenções de seis manifestantes na cidade.
Protestos e alcance nacional
Eventos devem ocorrer em todos os estados, desde Honolulu, no Havaí, até Machias, no leste de Maine. A Indivisible atualiza o rastreador online para registrar cada vigília, assembleia e manifestação.
Entre as organizações que apoiam a iniciativa estão a American Civil Liberties Union, a National Day Laborer Organizing Network e o movimento 50501. A meta é pressionar autoridades eleitas por ações concretas.
As pautas centrais incluem exigir justiça para as vítimas, a retirada do ICE das comunidades e a atuação de lideranças políticas frente ao que os organizadores descrevem como violência institucional.
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