Trump afirma regretar não ter mobilizado a Guarda Nacional para apreender urnas após a derrota de 2020. Em entrevista ao New York Times, o ex-presidente revela que chegou a considerar a medida para buscar evidências de fraude, apesar de ter continuado a insistir em sua vitória.
Segundo a reportagem, a ideia foi discutida em encontro na Casa Branca no fim de 2020. Entre os participantes estavam assessores próximos, como a advogada Sidney Powell e o ex-assessor de segurança nacional Michael Flynn. O objetivo era usar forças federais para apreender máquinas de voto em estados-chave.
Relatos de 2022 indicam que teriam sido apresentados rascunhos de ordens executivas para conduzir a apreensão. Em várias ocasiões, a proposta encontraria resistência de integrantes da Administração, incluindo o então procurador-geral William Barr, que rejeitou a ideia de forma contundente.
No diálogo com o Times, o ex-presidente questiona a capacidade da Guarda Nacional para executar tal operação, citando questões de sofisticação. Ele afirma, contudo, que deveria ter levado adiante a ideia. Em seguida, reafirma acusações de fraude na eleição de 2020, sem apresentar evidências.
Especialistas em integridade eleitoral apontam que a eleição de 2020 foi uma das mais seguras da história, com dezenas de ações judiciais inviabilizadas ou rejeitadas. O foco do relatório permanece na recusa de mudar o curso institucional, sem novas ações efetivas.
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