O PT avalia lançar o deputado André Ceciliano como governador-tampão do Rio de Janeiro caso o governador Cláudio Castro (PL) renuncie para concorrer ao Senado em outubro. A eleição seria indireta, realizada pela ALERJ, conforme escopo legal estadual.
A análise ocorre a pouco mais de dois meses do prazo de renúncia. Castro pode sair do cargo para concorrer, abrindo espaço para a escolha indireta do novo governador pelo Legislativo.
A tríade de fatores que justificam a escalada é: o RJ não tem vice, desde a posse de Thiago Pampolha no TCE; o presidente da ALERJ está afastado; e o próximo da linha de sucessão é o presidente do TJ, Ricardo Couto, que convocaria a eleição indireta.
Cenário atual e possíveis candidaturas
O PT já discute Ceciliano, ex-presidente da ALERJ (2019-2023), como opção para manter influência sobre a Assembleia até 2027. A sigla vê nesse movimento uma maneira de assegurar apoio ao Lula nas urnas e pressionar Eduardo Paes.
Paes, hoje pré-candidato ao governo, monitora o desenrolar. A ideia é evitar que o palanque para Lula dependa de alianças com forças bolsonaristas no interior do estado. A posição de Paes ainda não foi definida.
Entre os nomes citados, o governo sustenta que Nicola Miccione, secretário da Casa Civil, poderia ocupar o posto tampão sem visar a reeleição. Já Douglas Ruas, secretário das Cidades, prevê candidatura em outubro caso seja eleito indiretamente.
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