O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), disse a aliados que pretende disputar a Presidência da República. A ideia ganhou força à medida que Tarcísio de Freitas (Republicanos) sinaliza manter a candidatura à reeleição em São Paulo.
Ratinho afirmou que deixará o governo paranaense em abril para concorrer. A legislação eleitoral exige desincompatibilização de mandatos até esse mês para quem busca vaga no Palácio do Planalto.
O cenário acompanha a montagem de alianças da centro-direita. Ratinho via Tarcísio como entrave, mas o paulista permanecer no páreo pode favorecer a disputa pelo Planalto, segundo aliados do paranaense.
Segundo relatos, Ratinho não lançaria sua candidatura se Tarcísio estivesse no tabuleiro. A ideia é dividir votos da centro e da direita, com projetos semelhantes e foco em eleitorado urbano e moderado.
O governador do Paraná também afirma que enfrentaria Flávio Bolsonaro, caso o filho do ex-presidente seja o candidato da direita. Ratinho não depende de bênção explícita da família Bolsonaro.
Aliados dizem que Ratinho tem apoio de empresários, da Faria Lima e boa aceitação entre eleitores do Paraná. Kassab, presidente do PSD, já sinalizou apoio à candidatura do governador.
Kassab e Ratinho se reuniram em janeiro em São Paulo para discutir a candidatura. O encontro reforçou a articulação interna do PSD em apoio ao projeto de Ratinho Jr.
Caso Flávio retire a candidatura, Tarcísio pode retomar o protagonismo, alterando o equilíbrio da disputa. Outros governadores com aspiracão ao Planalto também aparecem no radar.
Apesar do centro, Ratinho já fez acenos ao bolsonarismo, ao participar de almoço com Bolsonaro em Curitiba e apoiar ações de defesa de anistia em 2025. O alinhamento permanece em aberto e sujeito a mudanças.
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