O debate sobre o acordo de financiamento local de três anos ganhou novo impulso, com deputados trabalhistas do noroeste pedindo ao governo mais recursos para as prefeituras nas próximas três fases. A iniciativa envolve a região de Liverpool e cidades vizinhas, que alegam ser prejudicadas pela atual distribuição. O pedido ocorre após o governo apresentar um acerto provisório há alguns meses, que reposiciona recursos para o norte e Midlands.
Os parlamentares de Liverpool enviaram carta ao secretário de Governo Local, Steve Reed, solicitando ajustes no conjunto de financiamento para 2025-2028. O texto foi apoiado por Steve Rotheram, prefeito da região, que também pediu maiores verbas para cidades como Wigan, Warrington e St Helens. A proposta será votada na Câmara dos Comuns.
Segundo os autores da solicitação, a fórmula atual considera custos com habitação, o que, segundo eles, não reflete a realidade de pobreza em cidades do norte, que sofrem com renda baixa. Deputados afirmam que a distribuição favorece regiões com custos de habitação mais elevados, deslocando recursos para o sul.
Contexto financeiro e desdobramentos
Especialistas apontam que dezenas de prefeituras podem enfrentar cortes reais de financiamento nos próximos três anos, segundo cálculos do Special Interest Group of Municipal Authorities. A Local Government Association estima que cerca de 15 conselhos de alto nível e 115 distritais na Inglaterra recebam menos dinheiro em termos reais.
Analistas indicam que o recuo de verbas pode levar municípios a recorrer a empréstimos de emergência para manter serviços. Em 2025, um conjunto recorde de 30 conselhos utilizou ajuda financeira excepcional no total de 1,5 bilhão de libras.
Líderes locais ressaltam que o financiamento precisa responder à demanda crescente por serviços, especialmente em áreas como assistência social, proteção de crianças e moradia temporária. O presidente da LGA pede novos recursos e reformas de longo prazo para manter serviços públicos estáveis.
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